sexta-feira, 9 de outubro de 2009
...
Tenho um filho agora com pouco mais de 6 meses e vejo sim a necessidade de saber o que está acontecendo. Loucura!!! Twitter? Ãhh? Blogs? Ah esse eu coneçou um pouco.
Pois é, fuçando e remechendo na internet vi que há tantas e tantas ferramentas que ficamos até mio atordoados, vesgos em frente a telinha que se abre em mil janelas. Tudo online e pisacando em frente aos nosso olhos e a comunicação vai a mil.
A questão é estar acompanhando tudo isso. Bom, volto depois pois preciso me atualizar. Sinto-me a minha mãe quando estava lhe ensinando a criar um orkut.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Eu: - ...?
Jargão demais né? Afinal quem nunca ouviu isso? E embora nos queixemos de terceiros jamais viveríamos sozinhos, sem nos relacionarmos.
Mas cá entre nós, isso tudo é uma loucura. E segunddo uma amiga, "fico doidinha, doidinha". Nem sei mais direito o que pensar pois é tanta coisa, tantos sentimentos, tantas singularidades, tantas subjetividades e personalidades que mal conseguimos configurar... Nada!
Pois é, meu pensamento está difícil para aqueles que estão lendo (reflexo da minha doidice interna). Mas prometo ser um pouquinho mais didática.
Tenho bastante interesse por relacionamentos. Sofria por eles na infância e adolescência. Tentava entender como eles funcionavam e entender as pessoas em geral, minha dinâmica familiar, meus amores não correspondidos. Acho que por isso decidi fazer Psicologia.
Na faculdade fiquei mais confusa e tive que me embasar em teorias para ter um pouco de chão para pisar. Saí das exatas pois buscava complexidade. Nos atendimentos clínicos, muitas queixas. E sempre sobre os relacionamentos, sejam as turbulências e adversidades deles ou até mesmo a própria ausência.
Paralelo a tudo isso fui vivendo, tendo minhas aventuras oras divertidas, oras perigosas e fui me descobrindo aos poucos sem saber ao certo a direção que estava tomando. Casei, tive um filho e ainda permanece a mesma percepção complexa das relações.
Alguém consegue me explicar aquilo que mal consigo configurar em uma pergunta?
sábado, 19 de setembro de 2009
Aquele beijo

Esses dias uma amiga apareceu lá em casa, com o namorado de mil anos. Super bem juntos, acho até que vão casar. Coversa vai, conversa vem e quando estamos só nós duas ela comenta de um carinha de séculos que ela ficava e comenta que adoraria reencontrá-lo.
- Pois é, né, imagino que queira vê-lo de novo... Mas só né?
E ela pra minha surpresa:
- É nada! Ficaria fácil com ele. Mataria as saudades!
- E seu namorado????
- Sabe, amiga... Depois de um tempo namorando a gente sente falta de beijo na boca, de ser pêga de verdade!
E não é que neguinha tem razão. Porque depois de muito tempo de relacionamento, o beijo não é mais aquele beijo quente de novela que faz arrepiar até o seu último fio de cabelo. No lugar DESSE beijo, vem AQUELE, meio murcho, rapidinho ou então com uma linguinha brincalhona que resolve te lamber a cara toda. HA-HA-HA! Isso realmente não te faz sentir tesão e a conclusão é que romantismo depois de anos é atitude em extinção!
- É verdade, amiga... Mas e se fosse diferente? Ao contrário?
- De jeito nenhum!!! Não tenho cara nem jeito de ser chifruda. Eu posso, ele NÃO! Pode ser que eu não fique sabendo mas se eu souber... Aí a coisa pega!
E não é que novamente ela tinha razão. Porque imaginar mesmo que seja aquela linguinha borrachuda lambendo a cara de outra não dá pra engolir muito menos se ela der espaço pra outra, do beijo de arrepiar; o que inevitavelmente vai mexer com a nossa auto-estima de por quê com ela e não comigo?
Um minuto de silêncio se estabeleceu entre o nosso diálogo imaginando em cada cabecinha as fantasias da traição, os possíveis amantes, as possíveis biscates, as descobertas, as omissões. Hummm... Por um momento me deliciei como personagem de um conto do Nelson Rodrigues experimentando papéis intensamente interessantes e nada cotidianos.
Foi então que fomos interrompidas nos nossos delírios pelo namorado da minha amiga que entrou no quarto e pela nossa surpresa foi direto beijá-la...
- Ai credoooo!!! Que bafão de alhoooo!!! disse ela indignada.
- Hahahahahahaha!!!
Intimidade é uma M...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
A mulher... Nos dias de hoje!

Gostaria muito de encontrar a maldita que resolveu começar o movimento feminista e criar a tão já conhecida (e não tão reconhecida) mulher moderna. Estávamos tão bem, antigamente, rodeada de bordados e artesanatos, com os filhos na barra de nossa saia, cozinhando e costurando esperando o marido chegar em casa.
Pois é. Foi então que a Fulaninha, não satisfeita com essa vida quis sim colocar calça jeans e sair pra roça, pois se sentia tão capaz quanto os homens de trabalhar fora. Só que, DETALHE: reinvindicou por isso, conseguiu mas não só saiu pra trabalhar fora como ACUMULOU TAREFAS!!!
Não, não! De maneira alguma estou reclamando pois realmente a época do feudalismo e do machismo descarado nos fazia ficar grávidas por praticamente 20 anos, com 10 filhos, engravidando e dando de mamar e transando para ter mais filhos, seja barriguda ou não. No entanto, esqueceram de aumentar o dia para umas 36 horas ou pelo menos diminuir o horário de trabalho para 5 horas diárias.
Vamos lá...
O despertador está programado para às 7:00 hs da manhã, não tão tarde mas não tão cedo. Um bom horário para dar tempo de fazer tudo. Penso: " 7 horas de sono!" ERRADO! 6 horas da manhã o bebê começa a chorar.
- Não meu amor... Dorme mais um pouquinho porque temos mais uma hora de sono e isso faz muito bem à mamãe! Dorme, dorme!
Aí ele fecha os olhinhos e dorme mais uma hora... ERRADO! Ele não quer mais dormir. Então vamos lá. Levanta, escova os dentes, lava o rosto, esquenta a água, pega o bebê, troca a fralda (ops, ele sujou a roupa de xixi), troca a roupa. Ufa! Já acordei e não vou conseguir voltar pra cama. Deixa ele lá brincando um pouquinho e dá o start. Bota o pão na torradeira, a água pra ferver, toma banho, se troca, se arruma, penteia o cabelo. Pãos prontos, água quente, café. (Enquanto isso o bebê se entretinha com o pai mas ele também precisa tomar banho).
Arrumando a mesa pro café, penteando o cabelo... - Não bebê... A mamãe tá aqui! Lá lá lá! Olha o brinquedinho! Ééééé! Café na mesa, sapato no pé, Ai, a mamadeira, o sucsor de leite. Ufa! O pai saiu do banho... - Eeeeee! Olha o papai!!!
Come o pão, bebe o leite, tira a roupa do varal, o lixo tá cheio de fraldas! - Amor, tira o lixo pra mim?
Olha o relógio e já tá na hora de sair. Pega bolsa, bolsa do bebê, bebê, brinquedo, bebê conforto e vamos lá. Um, dois e três, carrega tudo junto! (Já que não tenho tempo de fazer academia essa é a hora da ginástica...)
Trânsito, loucura, motoboys, relógio. - Tenho tempo ainda!
Pára o carro, sobe, deixa o bebê na sogra, entra no carro e ai, ai... Fumo um cigarro. Chego no escritório e começa o auê. Ninguém te atende direito e nem que você esteja contratando o serviço você consegue fazer com que as pessoas ete atendam. Atende telefone, atende cliente, sobe, desce! A impressora não funciona, o papel higiênico acabou, o telefone toca, o interfone toca. Responde e-mail, dá baixa nos clientes, relatório. Béééééé! MEIO DIA!
Hora do almoço. Entra no carro vai pra casa da sogra, tira o leite do peito pra mamadeira, dá banho no bebê, dá de mamar, brinca um pouquinho e almoça. Bééééé! Hora de voltar pro trabalho!
Carro, trânsito, escritório! Telefone, cliente, e-mails, clientes, telefone, depósitos, transferências, relatórios e ai ai... 6 horas... O marido vem pegar pois já pegou o bebê e vamos pra casa. Acabou??? ERRADO!
Chega em casa, estende a roupa, tira o leite, dá de mamar, faz a janta, janta. Toma banho, brinca com o bebê, assiste televião, tenta resolver o problema do telefone que não quer pegar, a conta de luz que foi enviada errada. Meia noite! Hora de dormir!!! Mas antes, hora de fazer o bebê dormir! E finalmente você pensa: " 7 horas de sono!" ERRADO! 6 horas da manhã o bebê começa a chorar.
sábado, 1 de agosto de 2009
A grama do vizinho
As coisas mudam de um dia pro outro. Às vezes acordo com vontade de matar o mundo (nada raro pro meu gênio que cá entre nós é um geninho de cão). E de repente acordo e percebo que a vida é assim e que de vez em quando exagero na dose.
Na verdade, nada melhor do que poder compartilhar com as pessoas as circunstâncias da vida, o dia-a-dia, os relacionamentos. E então sacamos que não somos as únicas que passam por aquelas situações que você juraria que acontecia justamente e somente com VOCÊ.
Pois é… Hoje encontrei uma amiga que também teve um bebê. Com quase a mesma idade que o Ianzinho. Quando lembrava que ela estava grávida, imaginava que tudo na vida dela deveria ser bem diferente que a minha, desde que o parto dela tinha sido menos dolorido até o marido que deveria ser o maior pai do mundo ajudando ela em absolutamente tudo. Pois é. Entendo que a grama do vizinho é sempre mais verde… Pura ilusão que queremos acreditar pelo simples fato de não só ser mais verde a grama do vizinho como queremos botar mais adubo pra falar que justo a SUA grama é aquela que é mais difícil e complicada de crescer bem.
Na verdade, tudo é muuuito igual, os mesmos problemas, as mesmas queixas. Os mesmos insetos na grama, os mesmos problemas da terra, a falta de água pra regar, a falta de sol pra crescer. A verdade da verdade é que o problema em si é a grama.
Deixando de lado as divagações do coitado do mato que só serve de enfeite em quintal de milionário e estádio de futebol, devo assumir que me sinto aliviada. A angústia de ser sozinho é realmente presente e a redenção vem da simples constatação de que não somos tão sozinhos assim em nossas vivências. Ufa! O vizinho também sofre…
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Meu bebê…
Há dois anos atrás não conseguia visualizar minha vida, nem ao menos chegar perto da verdadeira sensação de ser quem eu sou hoje. Tanta coisa mudou e não sei se já caminhava pro dia de hoje ou se tinha um rumo contrário.
Meu conceito de amor mudou. Acho que antes acreditava em poesia, romantismo e flores. Hoje acredito em tudo isso mas não pra mim. Quero proporcionar isso pro outro.
O Ianzinho está quase completando quatro meses e estou na minha última semana de licença maternidade. Acho que curti bastante, embora não o bastante. Queria ficar mais com ele, brincar mais, dormir juntos mais, namorar e flertar mais com ele no meu colo. Não que isso não vá acontecer mas não em tempo integral.
Apesar de todos os benefícios e delícias de ficar com o meu filho, não teria preço que pagasse minha liberdade. Isso ele vai entender um dia.
Vejo mulheres por todos os lados e as admiro cada vez mais. Ser mulher é sim um grande desafio e já previamente uma conquista. Mas também entendo que o tempo passa muito rápido, que as situações se concretizam e não se modificam e há muito pouco reconhecimento do que é feito. Muito profundas as minhas divagações no momento pré-volta-ao-trabalho mas isso diz de mim.
É… Meu bebê está crescendo e vai crescer cada vez mais. Amo você meu limdinho…
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Xóginha!!!
Nossa! quanto tempo sem postar. Afinal o Ianzinho já está com 2 meses e 15 dias exatamente.
Disseram-me certo dia que o peso da responsabilidade é grande e… pesado. Não sei se sinto tanto peso assim. Lembro minha mãe me dizendo e assumo que tenho uma leve lembrança disso: eu tomando banho no chuveiro odiando a idéia de ter um adulto insistindo em lavar a minha cabeça ou os meus pés, ou seja lá que parte do meu corpo e dizia então: - Xóginha!!! Xóginha!!!
Sim, sempre quis fazer as coisas sozinha. Achava que dava conta e que era só me darem a oportunidade de fazer que faria, faria do meu jeito, como sempre quis fazer, e faria direito, faria certo. Mas era muito difícil fazer qualquer coisa na minha vida xóginha… Quando somos crianças, dependemos tanto dos adultos para tudo. Agora vejo isso claramente mais do que ninguém. Ficamos molhados de xixi, de coco, com fome ou sujos até alguém mudar a situação, caso contrário nos manteremos da mesma forma. Na medida em qua vamos crescendo acreditamos que já somos independentes e ao chegarmos na adolescência, o que mais desejamos é ser donos do próprio nariz. Mas no fundo, ainda dependemos tanto de muitas coisas e muitas pessoas.
Ser mãe é uma loucura. Acho que apesar do clichê, é sim um sentimento indescritível que só entendemos quando de fato temos um filho. Tem alguém que depende de nós e carece de cuidado, carinho, amor…
Engraçado mas depois de tantos percalços e desafios para finalmente alcançar um estado pleno e realizar as coisas xóginha, daqui pra frente a última coisa que vou estar é sozinha. E olha que estou gostando de tudo isso?